domingo, 24 de julho de 2011

Estranhos

Tem coisa mais triste do que um grande amigo se tornar apenas um estranho? Uma face perdida em fotos antigas, assuntos de que você ao menos se recorda em bilhetes da época de colégio ou até momentos de felicidade e de angústia que o ombro amigo esteve ao seu lado. Está tudo perdido no tempo... este, como todos, também sabe ser cruel. Do mesmo jeito que pode cicatrizar feridas que um dia chegaram a latejar em seu peito, também pode abrir um abismo entre duas pessoas que um dia compartilharam dos mesmos interesses.
O que será que aconteceu? Um amadureceu mais rápido do que o outro? Os gostos já não são mais os mesmos? A confiança foi quebrada? Seu amigo arrumou outros amigos entre os quais você não se encaixa?
Às vezes, uma dessas coisas pode ter acontecido. Em outras, todas elas.. e ainda, em alguns casos, nenhuma delas. E então vem o tempo de novo, com as suas escolhas e seus desafios (que, parecem mais difíceis ao passar da vida), fazendo com que nos afastemos de antigos afetos para nos convencer de que nascemos sozinhos e que, embora existam muitas pessoas a nossa volta, tais como nossos pais, irmãos, amigos, precisamos aprender a nos virarmos sozinhos. Infelizmente, nada na vida dura pra sempre.
E então sobram as fotos, os cartões, os bilhetes e as memórias. Quando a saudade bater, todas elas ainda estarão naquela caixinha de lembranças (sim, aquela que você tem guardada no fundo do seu armário e que ninguém sabe) para recordar os bons tempos de velhas amizades que não voltam mais. O bom das fotos e das memórias é que embora a pessoa esteja totalmente mudada no presente, no passado elas continuam iguais ao que sempre foram.

domingo, 3 de abril de 2011

Carta.

Hoje resolvi que iria te escrever uma carta. Procurei por todos autores textos que falassem sobre os meus sentimentos por você. Não achei. Procurei, procurei, procurei: Nada.
Decidi então que faria com as minhas próprias palavras. Escrevi com o coração. Frases exageradas, cheias de sentimento. Totalmente eu. Amassei e deixei de lado, muito melado, muito clichê. Escrevi então com a razão. Frases secas, somente o necessário em cada linha. Perfeito, chato e falso.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Faith

- Você acredita em destino?
- Não. Acho que as coisas pendem pra.. como é mesmo que se fala?
- Pra um lado?
- Não.. pra acontecerem.Você acredita?
- Huum. Talvez.
- Que vago! Hahahaha.
- É, é que tem coisa que é "muito pra ser", que não tem como não acontecer.. Ah, eu acho que eu acredito sim.
- É, eu também.

domingo, 30 de janeiro de 2011

RE: "Sobrou só esse nó no peito, agora faço o quê?"

- Você deve ter achado estranho. É, eu também achei, acredite. Nunca ter retornado as suas ligações e os emails e 4 meses e meio depois, um belo dia, eu resolvo aparecer do nada. Injusto da minha parte, não? Sumir, evaporar e aparecer assim do nada, quando você para de me procurar. Às vezes me pergunto se você me esqueceu e a minha mente vaga pelas lembranças, navega pela incerteza e chega a resposta alguma. Para de olhar com essa cara de perplexo pro nada. Sim, eu liguei e não, não é uma ilusão. E agora eu sei que você tá rindo surpreso por eu ter adivinhado. Ah, você sabe que eu sempre fui boa nisso. Eu sei ler as pessoas e eu aprendi a ler você. Tão bem que as coisas acabaram como acabaram.. Enfim, você deve estar se perguntando porque eu resolvi ligar. A verdade é que eu te perdoei. A dor foi forte, intensa e abrupta mas um dia ela passa.. Não é sempre assim? Muitos dizem que é culpa do tempo. Mas você realmente acredita nisso? É, eu também não.. Pra mim a culpa é dos novos amores, das novas experiências, das novas vontades e das novas verdades. O tempo não cura, só tira o foco da dor. Por muito tempo eu também esperei esperançosamente o telefone tocar. (Na maioria das vezes também era telemarketing, mas você sabe que não era a NET porque eu sou assinante. Skavuska!) E um dia, quando eu parei de querer que fosse você, quando eu finalmente tinha esquecido, você me ligou. Ai já não fazia mais diferença, concorda? Certas coisas precisam ser feitas em determinado tempo, senão elas perdem o valor. E infelizmente, você perdeu a sua chance.. Nossa, eu pareço realmente cruel falando assim. Mas você sabe que não. A dor que rasga o peito e sufoca a alma? Também senti. Também li entrelinhas, também enxergava verdades em mentiras. E você não me doia só de vez em quando! Era o tempo todo, todo o tempo. Mas passou. Por isso eu liguei hoje.. Eu te perdoei, de verdade. Você sabe que meu coração sempre foi mole e que eu nunca guardei magoas. Por que você sabe né? A vida é breve.. e o amor é mais breve ainda.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A gente brinca com o desejo e sem querer encontra o desengano. A vida é cheia dessas, o mundo dá voltas e toda aquela coisa clichê. Uns enxem a cara pra tentar esquecer, outros pra lembrar e outros pra conseguir viver. E assim vai indo, passo a passo, dia após dia. O importante é continuar seguindo, seja da maneira que for.

domingo, 12 de dezembro de 2010

É assim e ponto.

"Já tive muitos relacionamentos.. A maioria clichê, alguns blasé e outros até démodé. Mas sabe de uma coisa? Eu gosto mesmo é de você. Assim, sem rótulos. Porque você me faz sentir aquele friozinho na barriga quando eu menos espero. Porque você faz milhares de borboletas voarem pelo meu estômago com um simples sorriso. Porque você morde o lábio quando está preocupado. Porque você me deixa bilhetinhos e pede carinho. Porque você me liga pra falar sobre nada e no fim me diz que telefonou só porque queria ouvir a minha voz. Porque você levanta uma sobrancelha pra tentar ser fofo. Porque você não desgruda do seu violão. Porque você lê poemas. Porque mesmo não entendendo nada sobre as minhas teorias malucas, você finge que concorda. Porque você é de Leão e eu tinha 16. Porque você cita livros que nunca leu. Porque você tem um jeito meio bobo que sem querer conquista. Porque sei lá, eu acho que é Amor. De um jeito que eu nunca senti. De um jeito bom, forte. De um jeito meu. De um jeito seu. E de mais ninguém."

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Sobrou só esse nó no peito, agora faço o quê?"

- É, eu te liguei, mais uma vez. Desculpe, eu só não pude aguentar. Eu sei que você falou pra eu parar com as ligações e que não queria mais me ver, eu sei. É só que eu me arrependo, eu me arrependo mesmo, de verdade. Desculpe-me por todo mal e sofrimento que eu te fiz passar, mais uma vez. Tudo bem, eu sei que não adianta tentar te convencer. Já foram tantas vezes, não é? Inúmeras vezes, todas inúteis.
É só que eu sinto a sua falta, senão eu juro que não estaria ligando. É quando a bebida, o cigarro e o café, não fazem mais efeito. É quando todos os livros, os filmes e as músicas me lembram você. É quando o meu telefone toca e eu bobo, ainda tenho esperança. (Engano meu, era só a NET tentando me vender a tv a cabo deles, de novo). Resumindo? É o tempo todo... Às vezes eu penso, "Meu Deus, como você me dói de vez em quando!" Ando lendo muito Caio Fernando Abreu. Enxergo você em cada palavra, cada linha e até nas entrelinhas. É uma dor apertada, que rasga o peito e sufoca a alma. Por isso eu te liguei. Eu só não pude aguentar, precisava falar mais uma vez tudo aquilo que você já sabe. Desculpe-me. Não vou mais ligar, eu prometo. Essa foi a última vez. E eu espero que você escute o meu recado e não apague direto da secretária eletrônica. É isso.



. título de CFA.